Frente de trabalho 03
Letramento empreendedor
Visão empreendedora como parte da formação.
Uma disciplina em que o aluno aprende a enxergar problemas, decidir com critério e defender uma ideia em público, do primeiro dia de aula ao pitch final.
Levar para a sua instituição
Por que na formação
Empreender é uma forma de ler o mundo
Empreender não é sinônimo de abrir uma empresa. Para mim, é uma forma de ler o mundo: perceber o que incomoda as pessoas, imaginar uma resposta, testar antes de apostar e agir com o que se tem nas mãos.
Isso se aprende, e se aprende melhor cedo. Um aluno que sabe olhar para um problema com atenção, ouvir quem vive esse problema e escolher por critério, e não por impulso, leva essa competência para qualquer caminho que seguir, seja ele uma empresa, uma carreira ou a própria vida escolar.
Por isso trabalho com dois letramentos que caminham juntos. O letramento empreendedor ensina a criar valor: enxergar a dor, formular uma hipótese, validar e agir. O letramento empresarial ensina a sustentar esse valor: ler números, entender como uma organização funciona e decidir com base em evidência.

Quem aprende a ler um problema antes de propor uma solução aprende a pensar antes de agir.
Como a disciplina funciona
Um ano em três movimentos
O ano é um percurso em três movimentos, e cada um prepara o seguinte. Em todos, o aluno faz uma entrega individual e uma em grupo, para que a reflexão pessoal e o trabalho coletivo andem lado a lado.
A disciplina dialoga com as habilidades de linguagem previstas na BNCC: o aluno lê, escreve textos argumentativos, planeja falas e apresenta em público ao longo de todo o ano.

Etapa 1 de 3
Mentalidade empreendedora
Antes de falar em negócio, falamos de atitude. O aluno descobre seus valores e interesses, entende o erro como parte do processo e aprende a transformar sonhos em metas com passos concretos. Fecha com um perfil empreendedor individual e uma síntese coletiva da turma.
Ferramentas e situações
As ferramentas do mercado, aplicadas a uma decisão real
O aluno usa as mesmas ferramentas que equipes de estratégia usam no mercado, sempre aplicadas a uma decisão real.

Círculo Dourado
Explicar uma ideia pelo propósito, e não só pelo produto
Design Thinking
Percorrer empatia, definição, ideação, protótipo e teste
Matriz GUT
Priorizar problemas por impacto, urgência e alcance
Persona
Descrever quem vive o problema, com dores e contexto
Análise de causas
Separar a raiz de um problema dos seus sintomas
Matriz de impacto
Decidir o que fazer primeiro em uma crise
Pitch
Apresentar problema, solução, valor e público em poucos minutos
Situações de trabalho
Em quase todas as aulas, o aluno deixa de ser aluno e assume um papel profissional. Alguns exemplos do que acontece em sala:
Como consultor
Recomenda se uma empresa de ensino on-line deve manter seu modelo ou se reinventar diante de novas tecnologias.
Como consultor de marca
Reorganiza a identidade de um aplicativo de bairro que ninguém conseguia explicar do mesmo jeito.
Como investidor
Assiste a um pitch e decide se apostaria naquela ideia, justificando com critérios.
Como gestor de crise
Decide por onde começar quando vários problemas explodem ao mesmo tempo em uma marca de beleza.
Como analista
Prioriza os problemas de uma empresa júnior ligada a pequenos produtores rurais.
As histórias que abrem as aulas vêm de empresas conhecidas, que nasceram de um incômodo concreto: caronas, hospedagem, pedidos de comida, serviços bancários, aprendizado de idiomas. O aluno parte de um caso que reconhece e chega a uma ferramenta que pode usar.
Do empreendedor ao empresarial
Criar valor é o começo. Sustentar é ler a empresa por dentro.
Criar valor é o começo. Sustentar esse valor exige ler a empresa por dentro, e é isso que o aluno passa a fazer à medida que avança.

- 01
Do primeiro produto ao plano
O aluno entende o que é testar uma ideia com o mínimo possível antes de investir e, depois, organiza um modelo de negócio simples a partir de um mercado que faz parte do seu dia a dia: quanto custa, por quanto vender, onde comprar e onde vender.
- 02
Ler o balanço de uma empresa
Com os dados públicos de uma grande varejista brasileira em crise, o aluno aprende o que são ativo, passivo e patrimônio líquido e analisa o que os números revelam sobre as decisões da empresa.
- 03
Capital aberto e fechado
A partir de uma empresa de tecnologia que discutia abrir capital, o aluno entende o que muda quando uma empresa passa a ter acionistas no mercado.
- 04
Decidir em uma crise
Com a história de um produto retirado do mercado por falhas de segurança, o aluno identifica quem é afetado por uma decisão e pesa o impacto de cada caminho.
O objetivo não é formar contadores, mas leitores: alunos que não se assustam com uma tabela de números e sabem que perguntas fazer a ela.
Como avalio
Avalio o raciocínio, e não só a resposta
Cada atividade tem uma rubrica com critérios claros, apresentada aos alunos antes da entrega, para que saibam exatamente o que se espera deles.

- Critérios explícitos
- Em uma análise de problema, por exemplo, observo se o aluno identifica a dor, descreve quem é afetado e justifica a escolha com mais de um critério.
- O processo conta
- Se o raciocínio está coerente e só a conclusão final escorrega, o caminho bem feito é reconhecido na nota.
- Devolutiva que orienta
- Depois de cada entrega, há uma conversa sobre avanços e pontos a melhorar. A nota informa; a devolutiva ensina.
- Equilíbrio entre o individual e o coletivo
- Em cada etapa do ano há uma produção individual (escrita) e uma em grupo (dossiê, painel ou pitch).
O que os alunos produzem
Do incômodo à ideia defendida em público
Ao longo do ano, cada grupo constrói um caminho completo, do incômodo à ideia defendida em público.

Metodologia
Aprender fazendo
Toda aula segue a mesma lógica: uma história real abre a conversa, uma ferramenta organiza o pensamento e uma situação prática coloca o aluno para decidir.
Metodologias ativas para uma educação inovadora
Lilian Bacich e José Moran

- 01
A história vem primeiro
Um caso concreto desperta a curiosidade e dá sentido ao conceito que vem depois.
- 02
O uso vem antes da regra
O aluno aplica a ferramenta a uma decisão antes de decorar sua definição.
- 03
O aluno age como profissional
Consultor, investidor, analista: o papel muda a postura e a qualidade da conversa.
- 04
Há tempo para pensar sobre o próprio pensamento
Ao fim de cada etapa, o aluno escreve sobre suas escolhas, seus erros e o que aprendeu.
A base é a das metodologias ativas: o aluno no centro, aprendendo por meio de problemas, projetos e colaboração. Ensina-se sobre empreendedorismo, mas sobretudo por meio dele.
Levar para a sua instituição
Adaptado ao momento de cada instituição
A proposta já funciona como disciplina anual no Ensino Fundamental II e pode ser adaptada ao momento de cada instituição.

- 01
Disciplina anual
O percurso completo, com planejamento aula a aula, materiais e avaliações.
- 02
Projeto de semestre
Um recorte do percurso, do problema ao pitch.
- 03
Oficina
Uma imersão curta em uma ferramenta, como priorização ou pitch.
- 04
Formação de professores
Para equipes que querem conduzir a disciplina com autonomia.
Contato
Vamos conversar sobre a sua instituição?
Conte em que momento a sua instituição está e eu mostro como o letramento empreendedor pode entrar na sua proposta de formação.
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